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Um ano depois da revolução o Egito vive grave crise económica

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Um ano depois da revolução o Egito vive grave crise económica

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Um ano depois da revolução que derrubou o regime de Hosni Mubarack, os egípcios estão descontentes com o governo militar.

Não resolve os problemas, sobretudo os económicos e não instaura uma democracia, com o poder confiado à sociedade civil.

Por essas razões, a emblemática Praça de Tahrir voltou a acolher multidões que pedem, uma nova revolução. Dizem que a primeira ficou incompleta.

Persistem os grandes problemas económicos e sociais.

Dizem que a morte de muita gente foi em vão.

E como falta a justiça dos homens, voltam a acreditar unicamente na justiça divina:

“Peço a Deus que Ele faça justiça, peço a Deus que faça justiça às nossas crianças, aos nossos irmãos que foram mortos”, diz um manifestante.

Há indicadores que apontam para uma degradação da situação económica do Egito.

A taxa de crescimento está em perda, longe dos 7 por cento de outros tempos. Hoje não chega a 2 por cento.

O Fundo Monetário Internacional considera que a situação está fora de controle.

Só o turismo registou uma quebra de receitas da ordem dos 30 por cento.

Isto traduz-se num aumento crescente do desemprego.

As reservas em divisa estrangeira passaram dos 36 mil milhões de dólares para os 16.

Sexta-feira foi dia de culto. Mas depois, as pessoas sairam das mesquitas, para mais uma manifestação, contra o poder militar, Uma manifestação acompanhada pelo enviado especial da euronews:

“As pessoas voltaram aqui, à Praça de Tahrir, depois das orações de sexta-feira, para fazerem mais um protesto. Dizem que as forças armadas são a continuação do velho regime e querem que o poder ser entregue à sociedade civil”.