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Mulher que raptou Carlina White em 1987 senta-se no banco dos réus

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Mulher que raptou Carlina White em 1987 senta-se no banco dos réus

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A confissão do crime chegou mais de duas décadas depois. Em tribunal, Ann Pettway fez “mea culpa” e assumiu toda a responsabilidade pelo rapto de Carlina White, em 1987, de um hospital de Harlem, nos Estados Unidos.

A bebé tinha na altura apenas três meses. Friamente, a raptora, uma voluntária disfarçada de enfermeira, levou-a para o Estado do Connecticut, onde a criou como se fosse a mãe verdadeira.

Até ao dia em que a jovem descobriu o próprio passado e acabou por encontrar os pais biológicos.

A tragédia familiar culmina com um penoso frente-a-frente entre a raptora e a mãe da vítima, na barra do tribunal.

“Nunca me vou esquecer daquele rosto. Lembro-me que veio ter comigo e disse ‘não chore, vai correr tudo bem’. E ela sabia o que estava a fazer. Abraçou-me quando estava no hospital e sabia o que estava a fazer”, recorda Joy White, a mãe biológica.

Na altura em que foi noticiado o reencontro da jovem com a família, a raptora desapareceu sem deixar rasto. Ann Pettway estava em liberdade condicional quando desapareceu. Às costas tinha um passado com a justiça, em que acumulava acusações de falsificação, drogas ou roubos. Mais tarde acabou por se entregar ao FBI.

Os familiares da vítima sentem-se aliviados pela justiça chegar ao final de tantos anos. O ministério Público pede uma pena de dez a doze anos e meio de prisão. A sentença deverá ser conhecida a 14 de maio.