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Itália pronuncia-se hoje sobre processo do amianto

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Itália pronuncia-se hoje sobre processo do amianto

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O veredicto do maior processo de sempre sobre o amianto é conhecido esta segunda-feira. O tribunal de Turim, em Itália, deve pronunciar-se sobre a responsabilidade dos ex-proprietários do grupo Eternit na morte de três mil pessoas.

O processo começou em dezembro de 2009 e o Ministério Público pediu uma pena de vinte anos contra o milionário suíço Stephan Schmidheiny e o belga Jean-Louis de Cartier.

O grupo tinha fábricas em Casale Monferrato e Cavagnolo e Rubiera, no norte de Itália, e Bagnoli, no sul. Três mil pessoas, operários ou simples habitantes destas cidades morreram vítimas de cancro. A acusação espera que a sentença tenha, ainda, em consideração que os efeitos do amianto podem surgir muitos anos depois.

O procurador de Turim, Raffaele Guariniello, sublinha que “a tragédia do amianto é a tragédia da falta de prevenção”. Explica que começou a trabalhar sobre os problemas do amianto nos anos 70 e que nessa altura “toda a gente conhecia as suas consequências e sabia o que deveria ser feito”.

O grupo é acusado de ter violado as regras da segurança e do trabalho entre os anos 60 e 80. A empresa faliu em 1986, apenas seis meses antes da proibição do amianto em Itália.