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48% dos gregos preferem bancarrota a mais austeridade

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48% dos gregos preferem bancarrota a mais austeridade

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Cerca de metade da população grega prefere a bancarrota a novas medidas de austeridade. Pelo menos é o que revela uma sondagem publicada no jornal Paron.

Um dia depois de dezenas de bancos, lojas e cafés terem sido incendiados, o governo anunciou a realização de eleições legislativas antecipadas em abril. Mas aqui ninguém acredita em milagres:

“Esta é a pior situação de sempre para os empresários gregos e, como se não bastasse, temos agora o vandalismo e a destruição. Isto dá-nos uma ideia do que podemos esperar do futuro” afirma George Monedas, dono de uma loja de roupa.

Os sindicatos gregos consideram que a austeridade está a asfixiar os trabalhadores e a economia e admitem avançar com novas paralisações.

“Os políticos votaram, supostamente, em consciência, mas não nos convenceram. Vamos continuar a lutar tanto quanto possível para mudar esta política e para que as pessoas possam expressar o seu descontentamento” refere o sindicalista Antonis Antonakos.

As novas medidas de austeridades foram aprovadas, este domingo, no Parlamento.

Para evitar a bancarrota já em março, e em troca de 130 mil milhões de euros, a Grécia compromete-se a reduzir o salário mínimo, o valor das pensões de reforma e o número de funcionários públicos.