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A crise social grega

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A crise social grega

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Na Grécia a chamada “sopa dos pobres” é uma realidade que o orgulhoso povo helénico não aceita facilmente. Contudo, para muitos, é a única solução.

Até 2010, eram os imigrantes e os socialmente excluídos que maioritariamente acorriam a estruturas deste tipo para terem de comer.

Uma trabalhadora voluntária deste centro apercebeu-se da presença das câmaras:

“Filmem, filmem para que as pessoas lá fora vejam o nosso desespero. Meu pobre país!”, exclamou ela.

O centro é gerido simultaneamente pelo município de Atenas e pela Igreja Ortodoxa grega.
Diariamente é aqui servida uma refeição quente a cerca de 2000 pessoas.

“Esperamos poder continuar a oferecer refeições no futuro, porque tememos que o número de famintos vá explodir”, disse o presidente da associação que gere o centro.

Os planos de austeridade sucessivos levam cada vez mais pessoas a recorrer à caridade. Entre os que diariamente aqui conseguem uma refeição quente encontramos desempregados, reformados e famílias monoparentais.

“Mesmo o Fundo Monetário Internacional – que não é conhecido pela sua sensibilidade social – reconhece que a Grécia ao longo dos dois últimos anos fez muito em matéria de austeridade e que a parte mais pesada do fardo está nos ombros da população”, sublinhou no local Laura Davidescu da Europnews.

O responsável pelo centro visitado referiu que entre outubro de 2010 e outubro de 2011, o número de pessoas necessitadas de comida e abrigo subiu cerca de 26 por cento e que as perspetivas para o futuro não são animadoras.