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Dezasseis anos de prisão para os responsáveis da Eternit Itália

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Dezasseis anos de prisão para os responsáveis da Eternit Itália

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O tribunal de Turim, proferiu na segunda-feira a sentença de 16 anos de prisão para os principais arguidos do processo Eternit Itália.

O procurador Raffaele Guarieniello, tinha em junho pedido uma pena de vinte anos para os dois acusados, o suíço Stephan Schmidheiny e o belga Jean-Louis de Marchienne.

“Esta sentença dá-nos a todos, não só em Itália mas em todo o mundo, o direito de sonhar. Sonhar que a justiça existe e que ainda pode e deve ser feita”, sublinhou o procurador-geral.

O milionário suíço de 65 anos e o barão belga de 90, foram considerados culpados do homicídio involuntário de cerca de 3 mil operários e habitantes de comunidades vizinhas das fábricas da Eternit Itália.

“Isto é uma viragem. Uma pessoa muito poderosa, ou muito importante provoca milhares de mortes e devíamos passar por cima?”, questiona o coordenador de uma associação de vítimas.

“Sabemos perfeitamente que isto ainda não terminou. Existem muitas pessoas doentes e vítimas. A limpeza do amianto ainda não terminou e as pesquisas ainda não dão certezas. Há que continuar”, disse a presidente de uma associação de famílias vítimas do amianto.

Este foi o maior processo ao nível da segurança do trabalho alguma vez intentado, contudo os condenados podem apelar da sentença.

“A sentença do processo Eternit abre caminho a um segundo processo. No chamado “Eternit-bis”, sobre o qual a procuradoria de Turim já se está a debruçar, os imputados são os mesmos, mas neste caso respondem por vítimas mortais do amianto mais recentes, a partir de 2008”, relatou de Turim Enrico Bona da Euronews.