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Síria: um referendo entre bombas

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Síria: um referendo entre bombas

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O regime sírio tenta regressar ao diálogo, após semanas de ataques mortíferos, com uma proposta considerada “risível” por Washington.

O presidente Bashar Al Assad propôs submeter uma nova constituição a referendo dentro de duas semanas, antes da convocação de novas eleições.

Para ilustrar a tentativa de diálogo, Damasco convidou os jornalistas estrangeiros a captar estas imagens num bairro aparentemente tranquilo nos arredores da capital.

Mas os ataques contra os rebeldes prosseguiam esta quarta-feira na cidade de Homs, depois de terem provocado quase seis mil mortos em onze meses.

A nível internacional, a principal batalha continua a travar-se na ONU, onde a assembleia geral vai votar esta quinta-feira a resolução chumbada por Rússia e China no início de fevereiro.

No parlamento europeu, em Estrasburgo, o ministro dos negócios estrangeiros francês apelou à criação de corredores humanitários no país, criticando a posição de Moscovo e Pequim:

“Não se pode colocar ao mesmo nível a repressão do regime e as ações dos rebeldes. A maioria dos que se manifestam em Homs fazem-no de mãos nuas. É verdade que alguns grupos estão a procurar armas para se defenderem, mas o principal responsável da violência é o regime sírio”.

Rússia e China rejeitam qualquer intervenção estrangeira, afirmando que Damasco está a combater alegados grupos terroristas.

Washington admitiu ontem estar a vigiar de perto os arsenais de mísseis e armas químicas do regime sírio, a maioria fornecidos pela Rússia.