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Amnistia Internacional preocupada com situação na Líbia

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Amnistia Internacional preocupada com situação na Líbia

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A Líbia comemora o primeiro aniversário da revolta contra o regime de Kadhafi, numa altura em que aumentam as críticas em relação aos direitos humanos.
 
Foi no seguimento de todas as revoltas conhecidas como “primavera árabe” que estalou a rebelião contra um dos mais antigos regimes da região. Tudo começou com manifestações, no dia 15 de fevereiro do ano passado.
 
Kadhafi está morto e o regime transitório no poder. Mas as organizações internacionais estão preocupadas com a sorte de milhares de antigos combatentes presos sem advogado e com a ação das milícias constituídas por antigos combatentes rebeldes.
 
Carsten Jugersen é coautor do relatório da Amnistia Internacional sobre a Líbia: “O problema com estas milícias é que estão acima da lei. Não prestam contas pelo que fazem e as autoridades não se atrevem a pedi-las. Com certeza, há o medo que haja uma escalada e a situação na Líbia possa deteriorar-se muito mais”.
  
No relatório, a Amnistia Internacional apresenta várias fotografias de pessoas feridas, alegadamente vítimas de tortura por parte das milícias.
 
O Conselho Nacional de Transição (CNT) quer fundir as milícias na polícia e no exército, mas estes grupos armados são cada vez mais difíceis de controlar por parte do governo.