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Honduras: críticas contra responsáveis de prisão após incêndio que fez mais de 350 mortos

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Honduras: críticas contra responsáveis de prisão após incêndio que fez mais de 350 mortos

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Sobreviventes do incêndio que fez mais de 350 mortos numa prisão nas Honduras denunciam a falta de assistência dos responsáveis do estabelecimento.

Apesar do corpo de bombeiros estar apenas a dois minutos da prisão de Comayagua, o chefe das equipas de socorro disse que a intervenção foi atrasada pelas autoridades, que pretendiam controlar primeiro a situação para evitar uma fuga em massa.

A esposa de uma vítima diz que “é uma vergonha, porque podiam ter aberto as portas. Em vez disso, começaram a disparar. Só pensaram na fuga e não no facto deles morrerem queimados”.

Outra explica que lhe “disseram que muitos não sobreviveram” e acrescenta que não encontra o nome do marido “nas listas de sobreviventes”, mas “espera um milagre e que ele não tenha morrido”.

Enquanto eram retirados os corpos carbonizados do interior do estabelecimento prisional, crescia o desespero entre os familiares reunidos no exterior.

O incidente chamou a atenção para a falta de segurança nas prisões das Honduras, palco de várias tragédias no passado recente.

O presidente Porfirio Lobo afirmou que “será feita uma revisão das condições nas cadeias para ver o que pode ser melhorado”.

As autoridades estão a investigar a origem do incêndio, na noite de terça para quarta-feira. Apesar dos tiros registados durante o incidente, foi rejeitada a hipótese de um motim.