Última hora

Última hora

Síria: um acordo "mínimo" em perspetiva na ONU

Em leitura:

Síria: um acordo "mínimo" em perspetiva na ONU

Tamanho do texto Aa Aa

O regime sírio lançou novos ataques contra os rebeldes, um dia depois de ter proposto mais reformas democráticas.

O exército estendeu a ofensiva das últimas semanas em Homs, às cidades de Deraa e Hama.

Os ataques ocorrem horas antes da Assembleia Geral da ONU se pronunciar sobre a resolução contra a Síria, chumbada no início de fevereiro pelo Conselho de Segurança.

Face à oposição de Rússia e China, França tenta obter um consenso mínimo em torno do envio de ajuda humanitária para o país.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Alain Juppé, “não se pode comparar a situação na Síria com o que se passou na Líbia, é uma má desculpa e foi isso que disse a Serguei Lavrov. A resolução chumbada é clara ao afastar qualquer possibilidade de uma ofensiva militar internacional”.

O responsável da diplomacia russa mostra-se, por seu lado, aberto a um entendimento, para travar a ofensiva, descartando qualquer pressão sobre o regime.

“O ministro francês disse-me que estão a preparar uma nova resolução sobre o envio de ajuda humanitária à Síria, acedendo ao pedido de todos os combatentes armados”, afirmou Juppé.

O braço de ferro diplomático ocorre num momento em que, depois de Lavrov, é o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês que se prepara para viajar à Síria, na sexta-feira.

Desde ontem, que o exército abriu uma nova frente na ofensiva contra os rebeldes, em Hama, que provocou até agora 14 mortos. A cidade de maioria sunita foi palco, no passado de várias revoltas, violentamente esmagadas pelo regime alauita.