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A revolta alastra-se na Síria após votação na ONU

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A revolta alastra-se na Síria após votação na ONU

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A condenação da assembleia geral da ONU foi festejada com manifestações em várias cidades sírias, sem travar a ofensiva do exército.

Os militares prosseguiam, esta sexta-feira, os bombardeamentos nas cidades de Homs e Deraa, quando os protestos alastram a várias regiões do país.

Segundo testemunhas, os tanques do exército teriam ocupado esta noite diversas cidades ao longo da fronteira com a Turquia.

A ofensiva ocorre num momento em que o responsável diplomático chinês se encontra em Damasco para tentar encontrar uma solução face à crescente pressão internacional.

França e Turquia organizam na próxima semana uma conferência na Tunísia para discutir os próximos passos a tomar, excluindo a possibilidade de uma intervenção militar, afastada hoje também pelo secretário geral da NATO.

No Egito, centenas de pessoas manifestaram-se frente à embaixada síria, para exigir a demissão imediata do governo de Bashar Al Assad.

Um manifestante afirma, “nós não vamos arredar pé até que o governo egípcio anuncie a expulsão do embaixador sírio, e estamos aqui para exprimir a revolta de toda a população”.

Vários protestos similares registaram-se também na Jordânia, onde centenas de pessoas manifestaram-se para protestar contra o apoio russo e chinês ao regime de Bashar Al Assad.

O correspondente da euronews no Cairo afirma que, “os egípcios desceram às ruas para mostrar que não vão ficar impassíveis face ao massacre na Síria. Milhares de pessoas exigem que a comunidade internacional aja imediatamente para estancar o banho de sangue no país”.