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Líbia celebra uma revolução incompleta

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Líbia celebra uma revolução incompleta

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A Líbia celebra esta sexta-feira uma revolução ainda incompleta. Um ano após o início dos protestos em Bengasi, o antigo bastião dos rebeldes assinalou o aniversário discretamente, com uma homengem às vítimas da revolta.

Ao contrário do que muitos esperavam, a morte de Kadafi não bastou para pôr fim às divisões no país, onde dezenas de milícias armadas continuam a espalhar o terror.

“A revolução de 17 de fevereiro ainda está longe das nossas expectativas, o conselho nacional de transição e o governo acumulam os erros, e queremos que ambos respondam às exigências da população para ultrapassar a crise atual”.

“A revolução foi um êxito em muitos aspetos mas temos que ser pacientes até que respondam a todas as nossas exigências, é uma das alegrias da revolução”.

Em Tripoli, o governo decidiu não assinalar oficialmente o aniversário por temer confrontos entre grupos armados rivais.

Na antiga praça verde, rebatizada praça dos mártires, a nova revolução comporta tantas dúvidas quanto expectativas para a população.

As primeiras eleições democráticas previstas para Junho deverão permitir fazer um primeiro balanço da revolução de há um ano e do processo de transição de poder no país.