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China quer falar com oposição síria

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China quer falar com oposição síria

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Em Damasco, foram a enterrar as vítimas da mais recente escalada de violência que,de novo, teve o epicentro na cidade rebelde de Homs.

Foram vistos snipers a disparar sobre a multidão que, na sexta-feira, se juntou em mais um protesto, depois das orações semanais.

Tudo isto, poucas horas antes de ter chegado à Síria o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da China.

A China, juntamente com a Rússia, tem-se oposto, nas Nações Unidas, à aprovação de uma proposta da Liga Árabe que defende o afastamento de Assad.

Depois de um primeiro encontro com o seu homólogo sírio, Zhai Jun conversou com o presidente Bashar al Assad. O teor da conversa não foi revelado.

Mas no final, Zhai Jun confirmou a intenção de falar também com os partidos da oposição. O objectivo é a concertação de uma saída para a crise que dura há 11 meses:

“A China apelou ao fim da violência. Convidou todos os partidos da Síria para o diálogo, de modo a alcançar-se, em conjunto, um plano político detalhado”.

A China a impor-se como potência mediadora, numa das mais graves e prolongadas crises, no Médio Oriente.

A viagem de Zhai Jun está a criar expectativas, na opinião pública. Mas as forças da oposição ainda não fizeram qualquer comentário.