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O petróleo iraniano mais ameaçador que o programa nuclear?

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O petróleo iraniano mais ameaçador que o programa nuclear?

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O Irão iniciou quatro dias de exercícios militares para prevenir um eventual ataque de Israel às suas centrais nucleares.

Um ato de intimidação, num momento em que a Casa Branca anunciou que o presidente Obama deverá reunir-se com o primeiro-ministro israelita, no dia 5 de março.

As manobras militares coincidem com a chegada dos inspetores internacionais a Teerão para supervisionar o programa nuclear iraniano.

Mas o principal braço-de-ferro diplomático centra-se agora sobre a decisão de Teerão de interromper as exportações de petróleo para vários países europeus.

Um gesto criticado, com alguma ironia, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Alain Juppé:

“O Irão é muito imaginativo em matéria de provocações. Não é o Irão que vai interromper as exportações para a Europa, é a Europa que decidiu interromper as importações de petróleo iraniano. Os anúncios de Teerão fazem-me sorrir, pois o petróleo iraniano é bastante marginal em termos das nossas necessidades”.

Grécia, Itália e República Checa anunciaram hoje a interrupção das importações, antes da data de 1 de Julho decidida pela União Europeia.

A responsável diplomática da União garantiu que o “contra-embargo” não vai afetar o abastecimento ao continente, mas alguns especialistas não escondem o nervosismo face a uma subida do preço dos combustíveis na Europa.

O petróleo poderá revelar-se, a curto prazo, como a mais ameaçadora das armas iranianas, mais do que o programa nuclear do país.