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Ajuda europeia não acalma os gregos

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Ajuda europeia não acalma os gregos

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O novo pacote de ajuda acordado em Bruxelas não teve qualquer impacto no moral dos gregos. A classe política, no entanto, saúda o acordo.

O líder do partido conservador, Antonis Samaras, um dos últimos a assumir o compromisso escrito exigido por Bruxelas, disse:

“A decisão tomada pelo Eurogrupo é positiva e significativa. Afasta o perigo da bancarrota, garante as nossas perspetivas europeias, dá-nos oportunidade de tornar a dívida viável e abre o caminho para as eleições”.

Mas nem todos têm a mesma opinião. Na rua os protestos continuaram esta terça-feira e para os sindicalistas, o acordo, pelas restrições que impõe, é uma catástrofe para o país:

“O novo empréstimo e as medidas que o acompanham são catastróficas para a sociedade grega e para o futuro do país. Não só vai conduzir o povo para a pobreza, mas vai aumentar a recessão e os problemas do estado”, garante o representante da Confederação dos Sindicatos da Função Pública, Ilias Vrettakos.

Os sentimentos generalizados continuam a ser de ceticismo e cólera. Os gregos consideram chocante que uma grande fatia da ajuda sirva para pagar créditos em deterimento do relançamento da economia.

“Não estou nada otimista porque vejo que o empréstimo vai voltar para os bolsos daqueles que o deram. Todos os que nos deram o dinheiro vão tê-lo de volta, nós, os gregos, não vamos ficar com mais de cinco mil milhões, onde é que está o ganho?”, pergunta um cidadão de Atenas.

O ganho imediato é evitar o caos, já que, segundo os analistas, a retoma económica da Grécia pode demorar ainda uma década.