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Empréstimo europeu não acalma os gregos

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Empréstimo europeu não acalma os gregos

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O novo pacote de ajuda acordado em Bruxelas não teve qualquer impacto no moral dos gregos. Esta terça-feira gorda começou com mais um protesto nas ruas de Atenas.

Os proprietários das bombas de gasolina reuniram-se frente ao ministério da Economia para exigirem a redução dos impostos sobre os combustíveis, que os gregos pagam aos preços mais elevados da Europa.

Os sentimentos generalizados continuam a ser de ceticismo e cólera:

“Não estou nada otimista porque vejo que o empréstimo vai voltar para os bolsos daqueles que o deram. Todos os que nos deram o dinheiro vão tê-lo de volta, nós, os gregos, não vamos ficar com mais de cinco mil milhões, onde é que está o ganho?”

“Qual dinheiro? O dinheiro que nos deram vai ser colocado em segurança para que eles possam recuperar os juros. Isto são tubarões. Qual dinheiro? da Senhor Merkel? do Hitler? Isto são conquistadores”.

A perspetiva de que o retorno ao crescimento económico pode demorar mais do que uma década não tranquiliza ninguém. As eleições estão previstas para Abril, mas os cidadãos sabem que não há milagre político para a catástrofe económica e social que os atinge.