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Polícia interroga Dominique Strauss-Kahn sobre as festas do Carlton

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Polícia interroga Dominique Strauss-Kahn sobre as festas do Carlton

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O ex-diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, foi colocado esta manhã sob custódia policial, na cidade de Lille, no norte de França, para interrogatório em mais um escândalo sexual.

Strauss-Kahn é suspeito de cumplicidade de proxenetismo e abuso de bens sociais no chamado caso Carlton. Em causa estão umas festas de natureza libertina, na qual participaram prostitutas, que terão sido pagas por dois empresários da região do Nord Pas-de-Calais.

Algumas dessas festas decorreram no hotel Carlton, em Lille, mas também em Paris ou Washington.

O jurista Christopher Mesnooh explica o que pode comprometer Strauss-Kahn:

“Se estas festas e estas viagens transatlânticas foram financiadas por empresas francesas, com recurso a serviços de prostituição, obviamente isto cria problemas para muita gente porque é uma utilização indevida de dinheiro da empresa. Se Strauss-Kahn sabia disso, poderá ser considerado, no mínimo, cúmplice desta utilização abusiva dos meios da empresa”.

De acordo com a investigação a última destas viagens teve como destino Washington e decorreu entre os dias 11 e 14 de maio, na véspera de o então diretor geral do FMI ter sido detido em Nova Iorque.

No caso Carlton, Strauss- Kahn confessa a participação nas festas libertinas, mas nega ter tido conhecimento que as mulheres que participavam eram prostitutas e como eram financiadas as festas.