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Senegal: União Africana e UE aumentam pressão sobre Wade

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Senegal: União Africana e UE aumentam pressão sobre Wade

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A delegação de observadores da União Africana chegou esta quarta-feira ao Senegal, onde se registaram novas escaramuças entre polícia e manifestantes que exigem a demissão do presidente Abdoulaye Wade.

O chefe da delegação africana, o ex-presidente nigeriano, Obasanjo apelou ao diálogo afirmando que não vai tolerar qualquer derrapagem durante as eleições de domingo.

Uma manifestante apela à polícia para que páre os atos de violência: “nós somos irmãos, nós somos as vossas mães, as vossas irmãs. Não têm direito a disparar sobre o povo senegalês que é um povo independente. Wade tem de partir para permitir a organização de eleições livres e transparentes e garantir uma saída respeitável. É isso que esperamos por parte do presidente”.

A missão de observadores da União Europeia apelou esta noite ao fim da violência que já provocou seis mortos no país, desde o anúncio da candidatura de Wade a um terceiro mandato.

A França exprimiu hoje a sua solidariedade com um dos líderes do movimento de protesto, o cantor Youssou N’Dor, depois deste ter sido ferido ontem à noite durante um protesto em Dakar.

O correspondente da euronews afirma que, “após a tensão das últimas semanas e a violência dos últimos dias resta saber se o escrutínio de domingo poderá decorrer em condições aceitáveis. Se tal for o caso a oposição já advertiu que as manifestações poderão radicalizar-se, em caso de vitória de Abdoulaye Wade à primeira volta e que o país poderá mergulhar no caos”