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A ameaça iraniana: um argumento de campanha eleitoral?

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A ameaça iraniana: um argumento de campanha eleitoral?

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A troca de acusações entre Israel e o Irão aumenta de tom, ao terceiro dia dos exercícios militares iniciados por Teerão.

As manobras desenrolam-se nas imediações da central nuclear de Bousher, oficialmente para testar os radares e defesas do país face a um ataque aéreo inimigo.

Teerão anunciou que deverá lançar nas próximas semanas o seu primeiro satélite militar.

O ministro da Defesa iraniano, Ahmad Vahidi afirma, “o meu país nunca pediu para entrar em guerra e nunca entrou em guerra mas sempre reafirmou que está pronto para defender-se, caso seja atacado por inimigos”.

Teerão protestou hoje, junto da ONU, contra Israel, acusando o país de estar por detrás do assassínio de vários cientistas nucleares iranianos nos últimos meses.

O ministro das finanças israelita, Yuval Steiniz, rebate as acusações: “O Irão está a investir atualmente milhares de milhões de dólares no desenvolvimento da sua tecnologia de mísseis balísticos intercontinentais que, segundo as nossas estimativas, dentro de dois ou três anos poderiam alcançar os Estados Unidos”.

Gestos e declarações que coincidem com um aumento da pressão sobre o programa nuclear iraniano, depois dos inspetores internacionais terem abandonado o país sem poderem aceder a várias instalações nucleares.

Mas para os analistas, o aumento da tensão coincide sobretudo com a campanha para as legislativas iranianas de 2 de março, onde os conservadores temem que uma fraca participação possa pôr em causa, uma vez mais, a legitimidade de Mahmoud Ahmadinejad.