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Síria: o SOS da jornalista francesa ferida em Homs

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Síria: o SOS da jornalista francesa ferida em Homs

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A cidade de Homs prossegue sitiada pelo exército sírio pelo vigésimo dia consecutivo.

A artilharia voltou a bombardear o bairro sunita de Baba Amro, à medida que os tanques avançam para o centro da cidade bastião da revolta contra o presidente Bashar al Assad.

Segundo testemunhas, mais de uma dezena de pessoas terão morrido.

Damasco rejeitou ontem a proposta da cruz vermelha de organizar um cessar-fogo diário para prestar auxílio à população, depois dos ataques de ontem terem provocado 80 mortos, entre os quais dois jornalistas.

Ferida durante o ataque, a jornalista do Figaro, Edith Bouvier lançou hoje um apelo num vídeo publicado na Internet a um cessar-fogo imediato para poder ser transferida para um hospital no Líbano.

Damasco anunciou esta tarde que vai permitir o transporte dos jornalistas mortos e feridos para fora do país, depois do presidente francês ter considerado o ataque de ontem como um assassínio.

Centenas de pessoas manifestaram-se ontem em várias cidades sírias para protestar contra a morte dos jornalistas Marie Colvin, do britânico Sunday Times e o fotógrafo francês Remi Ochlik, ao serviço da revista Paris Match.

As circunstâncias do ataque permanecem incertas assim como o paradeiro dos corpos dos dois jornalistas. Apenas um vídeo divulgado ontem mostrava o que aparentavam ser os corpos dos jornalistas.

Reagindo ao ataque de ontem, o presidente francês Nicolas Sarkozy afirmou tratar-se de um assassínio, exigindo que os responsáveis sejam julgados pelo crime.

O ataque visou um centro de imprensa improvisado no centro da cidade de Homs utilizado pelos jornalistas que tinham conseguido furar o bloqueio para relatar o ataque do exército sírio.