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Somália: uma conferência de um dia para pôr fim a 20 anos de caos

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Somália: uma conferência de um dia para pôr fim a 20 anos de caos

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A comunidade internacional vai criar uma força especial para negociar resgates com os piratas que atuam ao largo da Somália.

Uma decisão que deverá ser acompanhada pelo reforço da cooperação policial e judicial com os países do Índico.

Esta foi uma das medidas anunciadas na conferência internacional sobre o futuro da Somália que decorreu esta quinta-feira em Londres.

Os 40 líderes africanos, árabes e ocidentais decidiram igualmente apoiar o processo de transição política no país e reforçar o combate às milícias islamitas ligadas à Al-Qaida.

A secretária de estado norte-americana, Hillary Clinton, anunciou igualmente: “vamos encorajar a comunidade internacional a impor mais sanções sobre as viagens e bens de todos os membros do governo transitório que tentem minar a paz e a segurança na Somália ou travar a transição política no país”.

O responsável da diplomacia turca, Ahmet Davutoglu, que deverá organizar a próxima conferência sobre a Somália, em Junho, salientou que, “para prestar assistência humanitária a curto prazo e apoiar a reconstrução e desenvolvimento económico no país a longo prazo, estar presente e visível no terreno é uma condição essencial”.

Depois da Somália ter oficialmente (segundo a ONU) ultrapassado o problema da fome, a corrupção e o terrorismo são as principais preocupações da comunidade internacional.

Os participantes na conferência não excluiram a possibilidade de lançar ataques aéreos pontuais contra as milícias islamitas que controlam grande parte do território.

No exterior da conferência, dezenas de manifestantes protestaram contra o que apelidaram de “imperialismo ocidental” na região.