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Comunidades muçulmanas vão continuar a ser vigiadas

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Comunidades muçulmanas vão continuar a ser vigiadas

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As comunidades muçulmanas vão continuar a ser vigiadas nos Estados Unidos em nome da segurança nacional.

A garantia foi dada pelo presidente da câmara municipal de Nova Iorque durante uma entrevista a uma rádio local. Micheal Bloomberg rejeita as acusações de atropelo dos direitos cívicos e de violação da lei.

“Tudo o que o departamento da polícia nova-iorquina fez é legal e respeita a Constituição.
Os agentes têm autorização para investigar casos fora da cidade, para verificar websites e canais televisivos e detetar atividades ilegais. Mas não procuramos pessoas com base na raça ou na religião.”

A comunidade muçulmana noticia não gostou de saber que mesquitas e estudantes estão a ser vigiados nos Estados Unidos.

“É inconstitucional e antiamericano. Mas se existir uma pista concordo, plenamente, com a investigação” refere Mohamed El Filali, Centro Islâmico de Passic County.

Muitos falam de um atropelo dos direitos cívicos e prometem fazer tudo para levar o caso até às últimas consequências. É o caso de Aref Assaf:

“Como é que me sinto? Sinto que se tratou de uma violação. Ninguém tem o direito de invadir a minha privacidade e foi isso que fizeram. Quero acabar com esta situação e encontrar os responsáveis para que possam prestar contas.”

O caso não é novo. Após o 11 de setembro, a polícia de Nova Iorque criou uma unidade antiterrorismo que, ao longo dos últimos anos, terá monitorizado grupos considerados de risco. Ações criticadas por grupos de defesa dos direitos do homem.