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A noite de ouro do cinema francês

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A noite de ouro do cinema francês

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Diana Alvelar, correspondente da ABC, ainda na carpete vermelha da 84a edição dos Oscares, os prémio da Academia de Los Angeles, falou para a euronews.

Diana, “The Artist” ganhou cinco Oscars, entre eles, os de melhor realizador e melhor ator. É uma noite memorável para o cinema francês.

Absolutamente Era um pequeno filme, e era um filme francês, mas que transcendeu todas as barreiras internacionais e se transformou num filme amado, na América, um filme que caiu no gosto. Um filme que conta uma história de amor, sobre cinema, que é o tipo de coisa que Hollywood gosta. Gostam de ver histórias que falem do seu ofício. E foi sem surpresa que vimos isso esta noite.

EN- Quanto disto se deve ao produtor bem sucedido que é Harvey Weinstein – o homem que Meryl Streep descreveu nos Globos de Ouro como o Deus?

É o Deus de Hollywood, veja o que aconteceu no ano passado, ele bateu tudo, com “The King’s Speech” e fê-lo outra vez este ano, com “The Artist”. Parece ter um sexto sentido, porque está a andar bem, nas suas produções. Não são grandes filmes. Quando “The Kings Speech” começou a crescer, ainda não tinha sido visto por muita gente, mas começaram a aparecer os elogios e Weinsteins começou a aprecer como um vencedor. A mesma coisa aconteceu com “The Arstist” que era um filme que não começou com muito público. Todos diziam, “o que é isto, um filme mudo?”. Mas quando se tem Weinsteins atrás, o assunto é mesmo ouro.

EN -O óscar para o melhor ator foi para o francês, Jean Dujardin, pela sua interpretação em “The Artist”. Ele é o George Clooney francês e deixou fora de combate o verdadeiro George Clooney…

É difícil ser uma estrela maior que Geogre Clooney, mas penso que Jean Dujardin está a começar. Ninguém sabia quem ele era, antes do “The Artist”. E agora ele está em toda a parte, a América está apaixonada por ele, isto significa que ele foi um homem que não precisou de dizer nada para a câmara, para ganhar o prémio de melhor ator. Isto é tão engraçado… É realmente o George Clooney francês.

EN A melhor actriz estava a ser disputada por uma unha negra. Mas Meryl Streep ganhou o seu terceiro Oscar, pela sua interpretação da antiga primeira ministra britânica, Margaret Thatcher, em “A Dama de Ferro”. Que representa isto para Meryl?

Era realmente uma grande favorita, hoje à noite, possivelmanete, com Viola Davis, a principal candidata. Todos pensavam nela porque estava a começar. Mas Meryl Streep era tão increvelmente poderosa n’ “A Dama de Ferro” que eu não acredito na transformação que ela fez da Margaret Thatcher mais nova, para a Margaret Thatcher mais idosa. Mas era a pessoa mais surpreendida na sala, quando isto aconteceu. Ela subiu ao palco e disse a metade da nação “oh…oh…”, porque sentiu que a Viola Davis é tão graciosa. Agradeceu a todos e disse que “este é provavelmente o meu último Oscar”. Foi assim que ela apreciou o momento, bom para ela que ganhou. É um senhora de ouro”.

EN -A esperada produção iraniana, “Separação” ganhou o óscar para o melhor filme estrangeiro – tinha já levado para casa o globo de ouro e os elogios da crítica. Ganhou em muitos níveis?

Isto está a ser visto como um dos momentos mais memoráveis da gala, talvez um dos momentos mais tocantes. Sim… era o principal candidato, mas foi realmente um momento bonito, quando a arte transcende a política e quando aceitaram a concessão, quando disseram como tiveram de ultrapassar a política, e quando falaram sobre o esforço humano que é necessário, para tudo isto”.