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Cinco estatuetas para a França

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Cinco estatuetas para a França

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Hollywood pisou o tapete vermelho para a octagésima quarta edição dos prémios da Academia.

Vestido como um comediante, o ator Sacha Baron Cohen, espalhou as supostas cinzas Kim Jong Il no chão, criando alguns problemas aos homens da segurança.

A noite dos oscares teve poucas surpresas.

“The Artist” venceu cinco troféus, que incluem o de melho realizador, para Michel Hazanavicius. No seu discurso de agradecimento, fez uma referência a Uggie, o cão que aparece no filme:

“Eu quero agradecer a escolha de Jean, Berenice….obrigado. Eu quero agradecer a Uggie, o cão”.

Jean Dujardin ganhou o Oscar de melhor, ator pelo seu desempenho em “The Artist”. Foi o primeiro francês a ganhar os elogios e a bater George Clooney e Brad Pitt, em Hollywood:

“Obrigado, Michel, por este presente incrível, obrigado à minha colega Berenice Bejo…”

Dujardin terminou o seu discurso de agradecimento, usando o seu francês nativo:

“Oh inferno sangrento! Brilhante! Obrigado! Fantástico! Obrigado”.

“The Artist”, que Hazanavicius descreveu como uma homenagem ao princípio do Hollywood, centra-se numa estrela de cinema, cuja a carreira é afetada, porque não abraça os agentes e porque tem um romance com uma bailarina.

Meryl Streep ganhou o Oscar para a melhor actriz, pelo seu papel de primeira-ministra britânica, na pele de Margaret Thatcher, em “A Dama de Ferro”.

É o terceiro Oscar para Streep, e o primeiro, em 30 anos. Mas tem 17 nomeações para o maior galardão da indústria do cinema.

“Quando disseram o meu nome, eu tive este sentimento, que poderia ouvir metade da América a dizer: ‘ou não….lá vem ela outra vez’! Mas, o que querem?”.

Christopher Plummer, aos 82 anos, venceu o seu primeiro Oscar, o que faz dele o estreante mais idoso, nestas andanças.. Os prémios da Academia, eles próprios, só têm 84 anos.

“Vocês são apenas dois anos mais velhos que eu,querido, vocês foram a minha vida”, disse Plummer, antes de beijar sua estatueta do ouro.

Como era esperado, Octavia Spencer ganhou o prémio da Academia, para a melhor atriz secundária, no seu papel em “The Help”.

Spencer, cuja a mãe era exatamente empregada doméstica, desempenhou o personagem Minny Jackson, num drama dos anos 60, sobre os afro-americanos que trabalhavam para famílias ricas, brancas, do Mississippi. Vivia-se a luta pelos direitos cívicos.

“Uma Separação”, o melhor filme de língua estrangeira foi dirigido pelo iraniano Asghar Farhadi. Relata o drama de um divórcio.

“Por esta altura – disse o realizador – muitos iranianos, pelo mundo inteiro, estão a prestar-nos atenção e eu imagino-os, devem estar muito felizes. Estão felizes, não apenas por causa de um prémio importante, ou um filme, ou um cineasta, mas porque, no momento em que se fala de guerra, de intimidaçôes e agressões, trocadas entre os políticos, o nome de seu país, Irão, é falado aqui, através da sua gloriosa cultura”.

“Uma Separação”, que ganhou numerosos prémios este ano, começa com um casal que procura o divórcio e enfrenta um juiz que lhes diz que os seus problemas são demasiado pequenos.

O filme em 3D, de Martin Scorcese, “Hugo”, foi nomeado em 11 categorias, ganhando cinco Oscars, principalmente, dentro das categorias técnicas que incluem a cinematografia, o sentido da arte e efeitos visuais.