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Oposição síria no Cairo denuncia referendo

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Oposição síria no Cairo denuncia referendo

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A oposição Síria no Egito montou uma vasta operação de denúncia do regime de Damasco frente à sede da Liga Árabe, na cidade do Cairo.

Para além disso, alguns membros dirigiram-se a um edifício utilizado pela missão diplomática da Síria no Cairo para fazer lobbing e destruiram as fotos dos últimos ditadores do país: o ex-presidente Hafez al Assad e o filho, o atual presidente, Bachar al Assad.

Um membro do Exército Livre da Síria, Akram Abdul Dayem, explica porque al Assad não tem legitimidade:

“Este homem não foi eleito. O seu pai morreu, era o presidente. As pessoas não sabem que ele se tornou presidente, com a benção de Madeleine Albright – ela chegou e aprovou a sua nomeação como presidente. Agora este homem que nunca foi eleito, realiza um referendo, para quê?”

É aqui na capital do Egito que, mais uma vez, os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países árabes se reúnem no dia 10 de março para abordarem a situação na Síria.

A paciência do mundo árabe esgota-se. Na falta de cooperação do regime, os líderes do Qatar e da Arábia Saudita advogam que é preciso armar os rebeldes.

O enviado da euronews no Cairo, Mustapha Bag, ouviu os opositores:
“Ninguém sabe se o referendo vai trazer democracia à Síria, mas uma coisa é certa, os opositores sírios que montaram esta tenda aqui atrás consideram este referendo ilegal”.