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A 'nova vaga' comercial do cinema francês

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A 'nova vaga' comercial do cinema francês

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O cinema francês entra na era dos sucessos de bilheteira. Um êxito crescente revelado, a nível internacional, pela vitória do filme “O artista” nos óscares.

Mas, também no país, as películas nacionais – principalmente as comédias – vivem uma verdadeira “nova vaga” comercial, mais popular do que nunca.

Atores como Jean Dujardin, um admirador de Alain Delon, mas também Marillon Cotillard ou Vincent Cassel, tornaram-se nas locomotivas de uma indústria que vai de vento em popa.

Só no ano passado, o número de bilhetes vendidos nas salas francesas aumentou em 21,4% atingindo o nível mais alto das últimas décadas. Sucessos como a comédia “Amigos improváveis”, com mais de 16 milhões de entradas, colocaram os filmes franceses quase ao nível das películas norte-americanas nos cinemas do país.

Um cenário risonho que é fruto de um sistema financiamento único no mundo, segundo Florence Gastaud, responsável da associação francesa de autores, realizadores e produtores.

“É um sistema em que o grande financia o pequeno, um sistema que obriga as televisões a investir em vários filmes e que faz com que, hoje em dia, comecemos a dar-nos conta dos resultados imediatos, mas também da aparição de uma nova geração de cineastas. Estes dois fatores contribuiram para o aparecimento de filmes como “Nada a declarar” de Danny Boon e “Polisse” de Maïwenn ou “A guerra está declarada” de Valery Donzelli – todos filmes com pequenos orçamentos”.

Antoine de Clermont-Tonnere é presidente de UniFrance, um organismo encarregue da promoção do cinema francês no mundo.

“Nós produzimos cerca de 260 filmes por ano, somos ainda o segundo exportador mundial. Cada ano apresentamos aos clientes estrangeiros cerca de trinta filmes, de vários géneros. Quando assistimos a um sucesso como ‘O artista’, isto representa uma promoção formidável para os restantes filmes. Agora, de cada vez que viajamos, representamos a indústria que conseguiu o feito excecional de obter cinco óscares”.