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Irão: uma eleição sem alternativas

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Irão: uma eleição sem alternativas

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Os iranianos vão esta sexta-feira às urnas para eleger um novo parlamento.

Uma eleição marcada por um desânimo crescente da população mais jovem com o poder político, dois anos depois dos protestos contra a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad.

O sufrágio foi boicotado pelos partidos reformistas e é marcado pela divisão crescente, no campo conservador, entre as formações pró e anti Ahmadinejad – entre a “Frente Unida dos Conservadores” e a “Frente para a persistência da revolução islâmica”.

O realizador iraniano Nasser Taghvai confessa que, “não há a mínima diferença entre votar ou não votar nestas eleições. Se as pessoas optarem por não participar no sufrágio vai surgir sempre uma estatística estranha a mostrar que houve uma grande participação. E se forem votar os resultados vão ser os mesmos das últimas eleições. A votação não vai afetar o resultado”.

A campanha eleitoral ignorou as questões económicas e sociais quando a inflação é de 20% e o desemprego atinge 12% da população, principalmente os mais jovens.

“Não tenho o mínimo interesse nestas eleições. Votei pela primeira vez em 2009 e não mudou nada”, afirma uma habitante de Teerão.

Na ausência de sondagens fiáveis, os números da abstenção – igualmente pouco fiáveis – deverão revelar o estado de ânimo dos iranianos face a uma eleição sem alternativas.