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Automóveis que conduzem sozinhos

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Automóveis que conduzem sozinhos

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Cientistas europeus estão a desenvolver um sistema que permite aos automóveis conduzirem sozinhos. O projeto baseia-se na interação sem fios entre os veículos.

O engenheiro Erik Coelingh, da Volvo explica: “Este sistema permite ao automóvel conduzir sozinho, de forma automática. Podemos pensar nele como sendo um sistema de controlo de cruzeiro que segue o carro que está à frente. Assim o automóvel trava ou acelera, e como se pode ver, vira sozinho.”

Conduzir sem ter as mãos no volante ou os pés nos pedais. Apenas apreciar a viagem…

Este protótipo promete um novo modo de encarar a condução, onde outra pessoa assume o controlo do automóvel.

“Isto permite que não seja necessário estar atento à estrada. Se se quiser pode fazer-se outra coisa,” avança Erik Coelingh.

O sistema, conhecido como “comboio rodoviário”,
coloca os veículos a comunicar uns com os outros via “wireless” e a seguir um camião, que é conduzido por um condutor profissional.

Quando está na fila, o automóvel fica em sistema automático e o condutor pode ler o jornal, ver televisão ou falar ao telemóvel, enquanto vai para o emprego a 90 quilómetros por hora.

O diretor do projeto Ricardo, Tom Robinson, do Reino Unido, explica que “o coração do sistema consiste numa fusão de tecnologias. Creio que não seriamos capazes de fazê-lo se não tivéssemos comunicação veículo a veículo. Então, estamos mesmo a utilizar o “wi-fi” para que o veículo da frente consiga comunicar informações para os veículos que o seguem. Com essa informação, são capazes de tomar decisões controladas sobre o que precisam de fazer.”

O sistema está a ser desenvolvido no âmbito do projeto europeu SARTRE e tem como objetivos
tornar as estradas mais seguras, reduzir o consumo de combustível e melhorar o escoamento do tráfego.

Antes de os automóveis automáticos estarem a circular nas estradas, é necessário criar-se a legislação adequada.

Os cientistas acreditam que, em breve, estarão disponíveis ao público produtos semiautomáticos.

“É provável que surjam interações mais cedo, onde se tenham diferentes níveis de cooperação entre os veículos e onde o condutor esteja mais envolvido no circuito. Isso estará disponível, nas autoestradas, mais cedo,” conclui Robinson.

Depois de ultrapassar todas as questões de comunicação sem fios entre os veículos, os investigadores preveem um período superior a dez anos para que o pelotão de automóveis se torne uma realidade.

Erik Coelingh considera que “as pessoas gostam de conduzir, é divertido, mas a condução nem sempre é divertida. Por vezes é aborrecido conduzir, por isso queremos oferecer aos nossos clientes um meio de transporte onde não tenham de prestar atenção à estrada, onde não tenham de conduzir em filas de trânsito, mas onde possam aproveitar o tempo para outra coisa.”