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Cimeira UE: Assinado pacto orçamental e mais pressão sobre a Síria

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Cimeira UE: Assinado pacto orçamental e mais pressão sobre a Síria

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Um novo tratado intergovernamental foi assinado por 25 dos 27 estados-membros da União Europeia, no segundo dia da cimeira da Primavera. Reino Unido e República Checa ficaram de fora do pacto orçamental, que reforça a disciplina das finanças públicas.

Mas além de evitar futuras crises, o pacto deve servir outros propósitos, disse o presidente do conselho.

“Restaurar a confiança no futuro da zona euro vai conduzir ao crescimento económico e ao emprego. Esse é o nosso principal objetivo. As metas sobre o défice e a dívida são objetivos intermédios e não um fim em si mesmo”, disse Herman van Rompuy.

Fora do pacto, o líder britânico David Cameron preferiu dar ênfase à resposta da União Europeia contra a forma violenta como o governo da Síria reprime a oposição há quase um ano. O primeiro-ministro do Reino Unido defende o acesso da ajuda humanitária e um julgamento do Presidente sírio, Bashir al-Assad.

“Penso que o mais importante é reunir provas sobre o que se está a passar para julgar este regime criminoso. É preciso assegurar que será responsabilizado por estes crimes contra o povo e que um dia, demore o tempo que demorar, haverá um ajuste de contas com este terrível regime”, disse David Cameron.

A cimeira abordou medidas para o crescimento, mas foi adiada a decisão final sobre o segundo pacote de ajuda da Grécia.

Já no que respeita ao alargamento da União, os líderes europeus aprovaram o estatuto de candidato oficial da Sérvia.

“A cimeira mostra que a integração europeia é um processo em curso. Apesar dos problemas com o euro, não diminuiu o número de países que se querem juntar à União europeia e à moeda única. A assinatura do pacto orçamental revela o desejo de dar mais um passo para criar uma governação económica comum”, realçou o correspondente da euronews em Bruxelas, Andrei Beketov.