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Fim do pesadelo sírio para os jornalistas franceses

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Fim do pesadelo sírio para os jornalistas franceses

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Primeira noite em França para Edith Bouvier depois do pesadelo sírio. A jornalista gaulesa deu entrada no hospital militar de Val de Grâce, em Paris, pouco depois de aterrar em França. A repórter ficou gravemente ferida numa perna na sequência de um bombardeamento em Baba Amro, na cidade de Homs, no dia 22 de fevereiro.

O fotojornalista William Daniels, que ficou junto a Bouvier desde que foi atingida, regressou no mesmo voo num aparelho do Estado francês. Os dois jornalistas ficaram impedidos de abandonar o bairro sitiado devido ao ferimento de Edith Bouvier.

“Foram nove dias de pesadelo ininterrupto. Às vezes perdíamos a esperança por um pequeno detalhe sem importância. Quase todos os dias. Não passámos nem uma décima parte daquilo por que passam os habitantes de Baba Amro, e no entanto eles trataram-nos como reis. Eles fizeram tudo para que a Edith fosse bem tratada. Nós estávamos numa das casas mais bem protegidas. Essas gentes são uns heróis. Heróis que se fazem massacrar e ninguém faz nada” – afirmou William Daniels.

Os corpos da americana Marie Colvin e do francês Rémi Ochlick, mortos no mesmo bombardeamento que atingiu Edith Bouvier, foram recuperados pelas autoridades de Damasco e vão ser repatriados.