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Passageiros do Costa Allegra falam em condições difíceis mas tripulação eficaz

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Passageiros do Costa Allegra falam em condições difíceis mas tripulação eficaz

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Dezenas de passageiros do cruzeiro italiano Costa Allegra regressam a casa, depois de um duro périplo no Oceano Índico.

No aeroporto Fiumicino de Roma, muitos descrevem a falta de higiene e tensões entre passageiros do navio, confrontados com a falta de ar condicionado, água corrente, luz ou comida quente.

Uma mulher diz que depois de “quatro dias sem ar”, precisa de “consultar um médico e fazer exames”.

Quarenta e três passageiros do Costa Allegra chegaram também hoje ao aeroporto de Roissy, em Paris. Apesar de descreverem as condições difíceis a bordo, dizem-se satisfeitos com a tripulação.

Uma turista francesa explica que “não houve pânico. O capitão, Niccolo Alba, merece uma medalha, tal como a tripulação”.

O navio esteve à deriva durante um dia, na sequência de um incêndio, antes de ser rebocado até ao porto de Victoria, nas Seychelles, onde chegou ontem.

O presidente da filial francesa da Costa Crociere diz que “num curto período de tempo” registaram-se dois incidentes, com o Costa Concordia e o Costa Allegra: “o primeiro, uma catástrofe; o segundo, uma avaria. A companhia vai assumir as suas responsabilidades”.

Segundo a empresa, mais de metade dos 627 passageiros escolheram continuar as férias nas Seychelles, com uma ou duas semanas pagas pela Costa Crociere.