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Von Rompuy reconduzido numa UE que tem de "cortar" e "crescer"

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Von Rompuy reconduzido numa UE que tem de "cortar" e "crescer"

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Em Bruxelas, a União Europeia tenta, mais uma vez, levar a bom porto uma cimeira onde se conjugam as palavras “austeridade” e “crescimento”.

Durão Barroso já veio admitir que há “pouca margem” nos orçamentos para estimular as economias.

Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, declara que “o pacto fiscal é a forma de alcançar disciplina”, mas critica a “unilateralidade” subjacente. Segundo Schulz, “não é viável apenas reduzir os orçamentos. É preciso definir objetivos e estratégias de investimento, senão não há nem crescimento, nem emprego.”

Neste momento crucial, o Conselho Europeu deu um voto de confiança a Herman Von Rompuy, reconduzindo-o a um segundo mandato como presidente.

Mas o discreto político belga continua a não reunir consenso. Nigel Farage, líder do Partido Independentista Britânico, afirma que Von Rompuy “esteve diretamente envolvido na substituição dos primeiros-ministros grego e italiano por marionetas políticas.” Segundo Farage, “a sua conduta tem sido muito pior do que era previsível”.

Os números do desemprego, anunciados pelo Eurostat, ensombraram a cimeira: Portugal tem a terceira taxa mais elevada, a par da Irlanda.