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Islândia julga ex-primeiro-ministro por má gestão da crise financeira

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Islândia julga ex-primeiro-ministro por má gestão da crise financeira

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É o primeiro julgamento mundial por causa da crise financeira de 2008. Geir Haarde, ex-primeiro-ministro da Islândia, começou a ser julgado por um tribunal especial por negligência na gestão da crise. É acusado de ter deixado os bancos crescerem de forma desmesurada, com ativos que representavam 900% do PIB do país.

Geir Haarde esteve no poder entre 2006 e 2009, quando a contestação popular fez cair a coligação governamental que liderava.

O Trevor Williams, economista chefe no Banco Lloyds, recorda: “Eles pediram muito emprestado. O fluxo internacional de dinheiro para a Islândia era enorme, usaram esse dinheiro como alavanca, compraram muitos ativos no estrangeiro que perderam valor de forma drástica, isso significou que não podiam fazer face às responsabilidades e entraram em bancarrota”.

O colapso do sistema bancário islandês em 2008 originou um braço de ferro diplomático com a Holanda e o Reino Unido, por causa do banco Icesave, e obrigou a Islândia a pedir ajuda ao Fundo Monetário Internacional no valor de mais de dois mil milhões de dólares.

A economia afundou, mas recuperou desde então e o crescimento previsto para este ano é de mais de três por cento.

Geir Haarde, que incorre numa pena de dois anos de prisão, é o único de quatro nomes a ser julgado. Fala de uma farsa e defende-se: um único líder político não pode assumir as culpas por uma crise mundial.