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Oposição russa detetou irregularidades no ato eleitoral

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Oposição russa detetou irregularidades no ato eleitoral

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O candidato comunista à presidência russa, Guennady Zyuganov, que conseguiu o segundo lugar na votação, considerou que o escrutínio não foi justo e digno.
Um dirigente comunista declarou que o seu partido registou cerca de 3.200 fraudes e violações durante o ato eleitoral.

“Durante um mês e meio andaram a mostrar câmaras web para desviar a atenção das pessoas de mais umas eleições desonestas, totalmente injustas e vergonhosas. Como candidato não posso reconhecê-las como justas, imparciais ou respeitáveis”, disse Zyuganov.

Outro candidato, o magnata Mikhail Prokhorov, declarou que não considera que as eleições presidenciais deste domingo tenham sido limpas.

“Registámos cerca de 4 mil violações, com uma incidência particularmente medonha nas regiões de S. Petersburgo e Moscovo. Descobrimos essas violações e vamos compilar uma base de dados que nos permitirá juntar toda a documentação para ir a tribunal”, disse Prokhorov.

Entretanto os líderes da oposição russa que não foram autorizados a apresentar uma candidatura às presidenciais prometem continuar a sua campanha de protestos.

Pretendemos levar a cabo na segunda-feira uma enorme manifestação pacífica. Não vamos atacar ninguém, nem estamos a preparar cocktails Molotov. Somos gente pacífica que vai pedir a transformação de um regime autoritário, num regime democrático”, disse Ilya Yashin, um ativista da oposição.

As autoridades moscovitas já avisaram que não tolerarão quaisquer provocações, mas os organizadores da manifestação garantem que vai ser cumprida a lei.