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Prisão do patrão da PIP é "estratégia"

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Prisão do patrão da PIP é "estratégia"

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A detenção de Jean-Claude Mas, numa prisão de Marselha, esta quarta-feira, faz parte da sua estratégia, acusa o advogado das vítimas “PIP”.

Jean-Claude Mas é o proprietário da PIP, a empresa que comercializou próteses mamárias defeituosas. Para evitar a prisão, devia ter pago 100 mil euros de caução – esse dinheiro servia de garantia de pagamento na reparação dos danos – mas Jean-Claude Mas nunca a pagou.

“Ele não tenciona indemnizar as vítimas, não quer que o seu património sirva para indemnizar as vítimas. Ele optou, deliberadamente, por não pagar esta caução que, recordo, era uma medida de favor para lhe evitar a prisão. Ele tomou o partido, fez uma aposta – arriscada – de não pagar esta caução, que era destinada às vítimas. Hoje está detido – é a consequência lógica”, afirma o advogado, Laurent Gaudon.

O empresário, que vendeu, pelo menos, 300 mil próteses mamárias em todo o mundo – incluindo em Portugal -, admitiu ter utilizado um gel não homologado, mas nega que este seja perigoso.

A Poly Implant Prothèses fechou em 2010, após o escândalo ter vindo a lume.

Em dezembro último, como medida de precaução, Paris recomendou, às mulheres francesas, a extração dos implantes PIP.

A segurança social francesa paga uma nova implantação, nos casos de mastectomia, mas não às mulheres que foram operadas por razões meramente estéticas.