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Tensão ao rubro antes do fim do prazo para troca da dívida grega

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Tensão ao rubro antes do fim do prazo para troca da dívida grega

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A pressão é grande um dia antes do fim do prazo para a participação dos credores privados no plano de reestruturação da dívida grega. Polícias e sindicalistas manifestaram-se em Atenas à porta dos fundos de pensões para exigir que não participem na troca da dívida. Oito fundos já disseram que sim, quatro recusaram.
 
Os manifestantes falam de “matança dos seus direitos sociais”. Ilias Vrettakos, vice-presidente da Confederação de Funcionários Públicos explica: “O governo e a troika estão a implementar um plano bárbaro contra os fundos de pensões. Em vez de os deixar de fora desta redução da dívida, estão a acentuar os cortes nos fundos, o que significa uma redução das pensões e dos benefícios”. 
 
Os credores privados detêm 206 mil milhões de euros de dívida helénica e Atenas quer ver perdoados cerca de cem mil milhões. O governo estabeleceu uma taxa de participação mínima de 75% dos credores para avançar com a operação, sem a qual não pode receber o segundo plano de resgate e evitar o incumprimento já no dia 20 de março.
 
Esta quarta-feira, a participação superava já os 50 por cento, pondo Atenas a caminho da maior reestruturação da dívida da história. Da lista de participantes constam seis grandes bancos gregos, outras grandes instituições bancárias de outros países europeus, seguradoras, fundos de investimento e de pensões.
 
Em Portugal, a Caixa Geral de Depósitos deverá participar, tal como o BPI e o BCP.