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O "dia D" da Grécia

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O "dia D" da Grécia

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A troca da dívida é a última oportunidade para a Grécia evitar um incumprimento, com consequências imprevisíveis, e ganhar tempo para recuperar a economia. Após anos de dura austeridade, Atenas necessita de um novo plano de resgate e da ajuda dos credores privados.
 
Bancos, seguradoras, fundos de investimento e fundos de pensões foram chamados a aceitar, de forma voluntária, uma troca: as atuais obrigações contra títulos com menos valor, maturidades mais longas e taxas de cupão mais baixas. No final, as perdas ascendem a 74% e Atenas consegue assim o perdão de cem mil milhões de euros de uma dívida que é de 350 mil milhões. Será a maior reestruturação da dívida da história
 
O Banco Central Europeu (BCE), que é o maior detentor de obrigações helénicas, não foi incluído na troca e, num dia crucial, arrefeceu um pouco do otimismo reinante.
 
Tal como esperado, o BCE manteve a taxa de juro inalterada em 1%, mas reviu em baixa as previsões económicas para a zona euro. Em 2012, o crescimento deverá contrair, em média, 0,1%, dificultando a tarefa dos governos, entre eles o grego.