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Visita a Baba Amr deixou Valerie Amos "devastada"

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Visita a Baba Amr deixou Valerie Amos "devastada"

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A responsável pelas Operações Humanitárias da ONU quer saber o que aconteceu à população de Baba Amr. Valerie Amos deslocou-se ao bairro na quarta-feira. Esta foi a primeira visita de um alto funcionário das Nações Unidas ao bairro de Homs que continua fechado às organizações humanitárias. O Comité Internacional da Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho Sírio estão há seis dias à espera de autorização para entrar em Baba Amr. À saída de uma reunião com o ministro da Cultura, em Damasco, esta quinta-feira, Valerie Amos declarou estar “devastada” com o que viu na véspera. A responsável da ONU tenta conseguir a abertura de corredores humanitários nas zonas de conflito. De acordo com a oposição síria, o regime tarda em conceder as autorizações porque pretende esconder as provas das suas atrocidades.

A Damasco deve também chegar este sábado o emissário da ONU e da Liga Árabe. Kofi Annan está no Cairo, de onde enviou uma mensagem às potências regionais e mundiais: “Eu espero que ninguém esteja a pensar seriamente em recorrer à força para resolver esta situação. Eu acredito que uma militarização do conflito vai piorar a situação.” Kofi Annan esteve reunido com o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Elaraby, com quem falou de um eventual armamento dos rebeldes sírios. Uma medida defendida por alguns países árabes, como a Arábia Saudita e o Qatar.

Entretanto, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, o representante da Rússia declarou ter sido informado que na Líbia existe um centro de treino para os rebeldes sírios, com o apoio das autoridades locais. “Esta atividade está a minar a estabilidade no Médio Oriente. Pensamos que a Al-Qaida está na Síria, por isso colocamos a questão, será que ao exportar revolução não se estará a exportar o terrorismo?” – perguntou Vitaly Churkin, na quarta-feira, durante uma reunião do Conselho de Segurança. A Rússia e a China apoiam o regime de Bashar al-Assad embora trabalhem igualmente para resolver a crise que rebentou há um ano. De acordo com uma estimativa da ONU a repressão já fez mais de 7.500 mortos e as forças de Damasco perderam 2.000 homens.