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CAC: o empurrão para atingir meta da troca de dívida grega

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CAC: o empurrão para atingir meta da troca de dívida grega

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A Grécia afastou para já o cenário de bancarrota.

A taxa de participação dos credores ultrapassou os 90 por cento depois de ativadas as chamadas cláusulas de ação coletiva (CAC). Um mecanismo legal que força os credores mais reticentes, com obrigações de direito grego, a aceitar perdas.

O ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, já se congratulou com o sucesso da operação e apela ao bom senso da população:

“Penso que o povo grego tem todas as vantagens em rever o dinheiro que fomos obrigados a investir no sistema bancário, o mais depressa possível, e em salvaguardar os depósitos efetuados pelos clientes bancários. E creio que as pessoas vão acabar por compreender que este foi o método mais eficiente para resolver os problemas.”

O acordo com os privados garante a Atenas o segundo empréstimo de 130 mil milhões de euros e tranquiliza, para já, os países da zona euro.

Mas a população grega mostra-se mais inquieta que nunca:

“Isto não é bom para nós. Os políticos estão, apenas, a pensar neles. Não tarda muito, as pessoas vão sair à rua. O número de sem-abrigo não para de aumentar” afirma um grego.

Outro refere: “Perseguem as pessoas que devem 100 euros ao banco, mas não as que devem milhões. Deviam ter vergonha.”

Para os analistas, a participação voluntária elevada não elimina todos os riscos e alertam para o nervosismo provocado pela ativação das cláusulas de ação coletiva, necessária para atingir a meta da troca de dívida.