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Grécia força os credores reticentes a trocar títulos da dívida

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Grécia força os credores reticentes a trocar títulos da dívida

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A Grécia quer assegurar-se de que obtém a maior reestruturação da dívida da história. O governo de Lucas Papademos ativou as cláusulas de ação coletiva, o que significa que vai forçar todos os credores com obrigações de direito helénico a aceitar perdas, mesmo contra a vontade.

Atenas tomou a decisão apesar da elevada participação dos credores privados, incluindo os detentores de obrigações de direito internacional, à operação de troca de títulos da dívida grega.

A Grécia conseguiu já ver reestruturados 177 mil milhões de euros de um total de 206 mil milhões. Mais de 85% dos credores privados aderiram à operação e aceitam perdas que rondam os 75 por cento. Mas Atenas quer mais.

Michalis Massaurakis, economista chefe do Alpha Bank, defende: “Os bancos vão sofrer fortes perdas com esta reestruturação da dívida, mas ao mesmo tempo, para nós, é muito importante, não a transação em si, mas o facto de ser o início de um processo de reconquista de confiança na economia e isso levará os bancos a financiar de novo”.

Graças ao perdão dos credores privados, a Grécia vê reduzida a sua dívida, numa altura em que o país se afunda ainda mais na recessão, mas para a agência Fitch a operação de troca de obrigações corresponde a “default” e baixou a nota grega para “incumprimento parcial”.