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Operação de reestruturação de dívida grega foi um sucesso

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Operação de reestruturação de dívida grega foi um sucesso

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O perdão da dívida grega atraiu mais de 80 por centos dos credores.

O acordo com os privados garante a Atenas o segundo empréstimo de 130 mil milhões de euros e tranquiliza, para já, os países da zona euro.

A taxa de participação acabou por superar os 90 por cento depois de accionadas as chamadas cláusulas de acção colectiva. Um mecanismo legal que força os credores mais reticentes, com obrigações de direito grego, a aceitar perdas.

O analista, Michalis Massourakis, considera que a operação foi um êxito:

“Superou as expectativas e foi, a meu ver, um sucesso. Trata-se de uma operação muito importante que assinala o restaurar da confiança na economia.”

Bancos, seguradoras e detentores do equivalente a certificados do Tesouro foram chamados a participar.

Uma operação saudada pelo governo e criticada pela população.

“Isto não é bom para nós. Os políticos estão, apenas, a pensar neles. Não tarda muito, as pessoas vão sair à rua. Neste momento, temos mais de 2000 sem-abrigo” afirma um grego.

Outro refere: “Perseguem as pessoas que devem 100 euros ao banco, mas não as que devem milhões. Deviam ter vergonha.”

O perdão de pelo menos metade da dívida detida por entidades privadas era uma das condições exigidas pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional para conceder um segundo empréstimo à Grécia.