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Japão: os sobreviventes da tragédia

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Japão: os sobreviventes da tragédia

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São gestos que se repetem de norte a sul do país.

Mais 19 mil pessoas morreram e, no nordeste do Japão, é difícil encontrar alguém que não tenha perdido familiares ou amigos.

Quem vivia na zona de exclusão de Fukushima continua à espera de um dia poder voltar a casa.

“Somos da vila de Namie, mas não podemos voltar para casa. Nem sei quando é que isso poderá acontecer. Para dizer a verdade, não tivemos qualquer indicação que o regresso venha a ser possível “ afirma mulher.

O desastre provocou milhares de desalojados.
160 mil pessoas foram obrigadas a abandonar as habitações devido à radiação.

“Quase não me apercebi que já passou um ano.
Creio que é importante perguntar o que andam os políticos a fazer” refere uma jovem.

A população não se conforma com a reação do governo e da empresa proprietária da central nuclear. Este domingo, a Tepco voltou a pedir desculpa às famílias das vítimas e reiterou que não vai fugir às responsabilidades.

No primeiro aniversário sobre a tragédia, foram muitos os que colocaram de lado a mágoa e agradeceram o facto de terem sido poupados.

É o caso deste jovem: “vim aqui dizer ao meu avô que morreu no ano passado que estou bem e aproveitar a vida.”

Um ano depois, os trabalhos de reconstrução estão, ainda, num fase embrionária e milhões de toneladas de destroços continuam estendidas ao longo da costa nordeste.