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Afegãos exigem julgamento no país de soldado assassino

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Afegãos exigem julgamento no país de soldado assassino

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Angela Merkel está no Afeganistão para uma visita surpresa às tropas alemãs estacionadas em Masar-e-Sharif.

A visita da chanceler alemã ocorre numa altura em que a Força Internacional de Assistência para Segurança está a ser fortemente contestada pelos afegãos. No domingo, 16 habitantes de uma aldeia foram assassinados por um soldado norte-americano.

O porta-voz das forças aliadas prometeu uma rápida investigação.

“A FIAS expressa um profundo pesar e condolências às vítimas e aos seus familiares. Comprometemo-nos com o nobre povo afegão a proceder a uma rápida e minuciosa investigação”, assegura Carsten Jacobson.

O assassinato ocorre semanas depois de soldados norte-americanos terem queimado o Alcorão numa base no país.

Os afegãos estão revoltados. O Parlamento exige um julgamento no Afeganistão.

Este residente de Kandahar diz que ouviram “dizer que o soldado tinha problemas mentais mas se fez isto de modo deliberado, deve ser punido com a morte, senão levanta muitas perguntas e fortalece os Talibãs.”

O que parece confirmar-se por outro afegão.

“Disseram que estava bêbado. Como é que um infiel entrou na casa de muçulmanos e massacrou crianças e mulheres? Estou pronto a aliar-me aos talibãs e lutar contra os estrangeiros”.

O caso que envolve o soldado norte-americano coloca em causa os esforços da Casa Branca para conseguir um pacto estratégico com Cabul. Washington quer garantir a presença, a longo prazo, das forças norte-americanas no país.