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"Agridoce" e "luto" na ModaLisboa

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"Agridoce" e "luto" na ModaLisboa

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Durante quatro dias, criadores portugueses apresentaram propostas para o outono/inverno na ModaLisboa.

“Amargo ou doce”, “claro ou escuro”, “intenso ou pálido”… A estilista Alexandra Moura não deixou nenhuma opção de fora no desfile de domingo.

“Através do preto, do lado estruturado, do peso das matérias-primas, os casacos, as saias longas, tudo isto acaba por ser um ‘agri’ e depois aparece o lado ‘doce’ da coleção, que contrabalança um bocadinho com esse peso, que é um lado mais urbano, que são os detalhes mais românticos”, explica Alexandra.

A criadora vai inaugurar a primeira loja em Lisboa este ano e espera expandir o negócio a outros países. A estilista já tem clientes em outros mercados, como o russo e o australiano.

O preto também esteve em destaque na coleção do criador Filipe Faísca ou não fosse ela inspirada no luto. “Para mim, o luto não está associado à morte, mas à vida, às pessoas que ficam e que têm de lutar com um sentimento de perda. A Europa vive um momento de crise e perdemos imensa coisa, vai-se perdendo coisas: poder de compra, tempo, que é uma coisa importantíssima. Portanto, há uma certa tristeza neste desfile”, afirmou Faísca.

O público aplaudiu de pé as criações de Filipe Faísca, que encerrou a 38a edição da ModaLisboa.