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Pior escalada de violência desde 2008 na Faixa de Gaza

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Pior escalada de violência desde 2008 na Faixa de Gaza

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Nova escalada de violência em Gaza este fim de semana Uma escalada que assenta em velhas bases: militantes palestinianos atacam o território israelita com rockets; Israel responde com ataques aéreos no território controlado pelo Hamas.

Este foi o fim de semana mais sangrento desde a
ofensiva israelita de finais de 2008. A situação piorou na sexta-feira com a morte do secretário-geral dos Comités de Resistência Popular, acusado de estar a preparar um ataque contra Israel.

Como reação a esta morte, uma chuva de mais de 150 roquetes palestinianos abateu-se sobre Israel que ripostou sempre com ataques aéreos. O fim de semana na Faixa de Gaza ficou assim marcado por uma verdadeira tempestade de violência.
Só desde sexta-feira, mais de 20 palestinianos morreram, na sua grande maioria militantes armados. Dezenas de civis ficaram feriados. Para já não há sinais de apaziguamento à vista. Tendo em conta os últimos discursos e ameaças, uma trégua informal parece para já fora de questão.

Esta é pelo menos a posição do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu. “Eu tenho uma política clara e instruções claras: atacaremos quem tiver planos para nos atacar, para nos tentar atacar ou atacar-nos de facto. E o exército israelita está a a levar a cabo operações contra estas organizações terroristas.”

A declaração da Jihad Islâmica vai no mesmo sentido da de Netanyahu. “Não participaremos em nenhuma iniciativa de paz com o inimigo, que nos impõe regras injustas, e não vamos permitir que haja uma paz que não tem em consideração o sangue do nosso povo”, afirmou um porta-voz da organização terrorista perante os meios de comunicação social.

O Hamas tem apelado à calma na Faixa de Gaza, mas sem sucesso. Alguns peritos acreditam que o O Movimento de Resistência Islâmica não participou diretamente na mais recente escalada de violência, para evitar que Israel intensificasse os ataques no enclave.

O Hamas não pretende envolver-se numa longa campanha militar com Israel, pretende, antes de mais, adaptar-se à nova realidade política na região, nomeadamente em países instáveis como o Egito e a Síria, onde teve que fechar as suas sedes tradicionais.