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Sarkozy "reincide" no tema da imigração

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Sarkozy "reincide" no tema da imigração

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Acusado de piscar o olho aos eleitores de extrema-direita, Nicolas Sarkozy, volta a reincidir sobre o tema da imigração na campanha para as presidenciais francesas.

Frente a cerca de quarenta mil apoiantes num mega comício em Villepinte, nos arredores de Paris, Sarkozy ameaçou retirar a França do espaço Schengen se a Europa não reforçar o combate à imigração clandestina.

“Os acordos de Schengen já não permitem dar resposta à gravidade da situação. Os textos têm de ser revistos, é preciso lançar uma reforma estrutural de Schengen similar àquela posta em prática para o euro. Não podemos deixar a gestão dos fluxos migratórios apenas nas mãos de tecnocratas e tribunais”.

Um argumento com que Sarkozy regressa à temática que lhe deu a vitória em 2007, num momento em que permanece em segundo lugar nas sondagens.

O presidente candidato apelou igualmente ao protecionismo económico das empresas europeias, à semelhança da política lançada nos Estados Unidos.

Para o candidato centrista, Bayrou, “O que é que Sarkozy quer dizer com sair de Schengen. Eu explico, quer dizer repor as barreiras, os postos fronteiriços entre França e Espanha, a França e a Itália, a França e a Alemanha. Nem mais nem menos”.

Para a candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, em terceiro lugar, lado a lado, com o centrista nas sondagens, Sarkozy tenta com os novos argumentos, ocultar o fato de ter sido um defensor do que chama de “ditadura da união europeia”.

Mas o discurso europeu de Sarkozy visa antes de mais o seu rival e favorito nas sondagens, François Hollande que acusa de ter falta de experiência internacional. Numa entrevista à revista alemã Der Spiegel, Hollande, acusa Sarkozy de estar por detrás de um alegado boicote, levado a cabo por vários líderes europeus como a chanceler alemã Angela Merkel, que nas últimas semanas recusaram receber o candidato socialista.