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UE quer reforçar confisco de bens criminosos

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UE quer reforçar confisco de bens criminosos

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Casas, grandes propriedades, carros, barcos, bens de luxo e muitos milhões de euros são todos os anos movimentados por associações criminosas.
A Comissão Europeia quer uniformizar o confisco destes bens.
E mais que a confiscar, Bruxelas quer criar mecanismo que tornem mais fácil a utilização legal dessas verbas.
Dados da comissão mostram que, actualmente, os montantes apreendidos são muito reduzidos quando comparados com lucros ilegais gerados pelo tráfico de droga, a contrafacção ou o tráfico de seres humanos.

A comissária europeia de assuntos internos lembra que “a Mafia italiana, por exemplo, investe muito dinheiro em casas na Riviera francesa ou em Espanha. Mas há também casos de gangs de motociclistas que operam no norte da Europa e que se movem frequentemente nas fronteiras da Suécia, Dinamarca, Holanda e Alemanha. E com sistemas de controlo mais harmonizados, será mais fácil para as autoridades seguir rasto o dinheiro que está a ser branqueado em casas ou restaurantes.”

A comissão propõe ainda que o Ministério Público possa congelar temporariamente bens em risco de desaparecer. E podem ser seguidos exemplos de sucesso, como o da Irlanda, onde existe um gabinete especializado em gerir e reutilizar os fundos apreendidos ao crime organizado.