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Ecofin concede mais tempo a Espanha e discute Taxa Tobin

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Ecofin concede mais tempo a Espanha e discute Taxa Tobin

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Os ministros das finanças da União Europeia aceitam que Espanha não cumpra o défice previsto para 2012 (de 4,4%). Mas Bruxelas exigiu cortes adicionais de cinco mil milhões de euros, já aceites por Madrid (a nova meta passa dos 5,8% anunciados para os 5,3% agora defindos).

O ministro francês, François Baroin, disse que Espanha terá de cumprir em 2013, como previsto, o teto máximo de 3% inscrito no Pacto de Estabilidade e Crescimento.

“O que é regra para a Espanha é regra para todos os outros países. Estamos a tentar restaurar a confiança na zona euro e a pôr em marcha mecanismos de proteção e redução do défice”, disse o governante francês.

Já a Hungria (que não usa o euro) e está em défice excessivo desde que aderiu à UE (em 2004), deverá ver aprovada a recomendação da Comissão Europeia para ser alvo de sanções (congelamento de fundos de coesão).

Embora reconhecendo percursos e perfis distintos dos países em causa, a situação causou incómodo em alguns estados-membros.

Incómoda para alguns dos 27 é também a chamada Taxa Tobin. A Suécia acredita que trará mais custos que benefícios.

“Consideramos que um imposto sobre transações financeiras seria dificilmente aceitável. Iria aumentar os custos dos empréstimos para adquirir casa, os cutos para investir nas empresas e os custos para os governos. Essa proposta não serve o crescimento europeu”, disse o ministro das finanças sueco, Anders Borg.

A correspondente da euronews em Bruxelas recorda que a ideia de criar um imposto sobre transações financeiras já nasceu há 40 anos.

“Mas a União Europeia vê nela agora um dos meios para obter liquidez e sair da crise. A União considera, ainda, que a indústria financeira paga poucos impostos quando comparada com outros setores”, realça Natalia Richardson-Vikulina.