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Eurogrupo: Grécia respira e Espanha sufoca

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Eurogrupo: Grécia respira e Espanha sufoca

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O epicentro da crise da zona Euro parece deslocar-se da Grécia para Espanha.

Os ministros das Finanças do Eurogrupo validaram ontem o segundo plano de resgate a Atenas, orçado em 130 mil milhões de euros, que deverá ser desbloqueado definitivamente na quarta-feira.

Mas a situação das finanças espanholas está agora no centro das preocupações. Os ministros das finanças exigiram que Madrid que corte mais 5 mil milhões de euros de despesas, depois de terem revisto os objetivos do governo para reduzir o défice este ano.

Jean Claude Juncker anunciou que, “o Eurogrupo considera que Madrid tem de levar a cabo uma correção do défice excessivo na ordem dos 0,5% do PIB, acima do que tinha sido previamente anunciado pelo governo espanhol”.

Bruxelas exigiu que Madrid limite o défice deste ano a 5,3% do PIB, acima da meta de 5,8% fixada por Rajoy. Espanha tinha já afirmado o compromisso de reduzir o défice para os 3% exigidos pelo pacto de estabilidade e crescimento em 2013.

Durante a reunião de ontem, o ministro da economia espanhola afirmou estar pronto a respeitar os novos objetivos para este ano. Uma decisão que compromete as ambições do governo de Rajoy de relançar o crescimento económico, quando as previsões se encontram em negativo (-1%) e a taxa de desemprego atinge os 23%.