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PE condena críticas de Sarkozy ao acordo de Schengen

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PE condena críticas de Sarkozy ao acordo de Schengen

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As palavras de crítica ao acordo de Schengen foram proferidas por Nicolas Sarkozy no domingo, numa das maiores ações de campanha do presidente francês para tentar ser reeleito. O candidato de centro-direita quer regras mais rígidas contra a imigração.

No Parlamento Europeu, em Estrasburgo, as vozes mais indignadas foram as dos liberais e da esquerda, nomeadamente a do líder dos socialistas, Hannes Swoboda.

“Será que todos os eurodeputados que não se encontram aqui foram a casa buscar os passaportes de modo a poderem viajar para Estrasburgo? Isso não pode ser levado a sério”, disse o eurodeputado austríaco que lidera a Aliança dos Socialistas e Democratas, enquanto mostrava o seu passaporte ao hemiciclo.

Do mesmo campo político que Sarkozy, o líder do Partido Popular Europeu argumentou que há fragilidades na aplicação deste tratado que permite a livre circulação de pessoas e bens na maioria da União Europeia.

“O senhor Sarkozy sempre respeitou Schengen, mas a verdade é que existe um problema de controlo das fronteiras externas da Europa. Há falta de financiamento para o bom funcionamento dessas fronteiras. Um dos caso é a Grécia, que enfrenta sérias dificuldades financeiras, ao ponto de não ter capacidade de gestão dessas fronteiras externas”, explicou Joseph Daul.

A eurodeputada grega Niki Tzavela, do Partido Europeu para a Libredade e Democracia, contrapõe que não é só necessário dinheiro, “mas mais legislação e meios humanos eficazes no combate aos traficantes que usam nas fronteiras da Europa”.

O correspondente da euronews enviado a Estrasburgo, Paul Hackett, realça que “a condenação dos eurodeputados pela utilização do Tratado de Schengen no jogo político não deverá perturbar muito o presidente francês. Sobretudo quando Sarkozy parece estar a subir nas sondagens”.